Piofaro III

A 14 e 15 de janeiro de 2012 realizou-se o Piofaro III, uma atividade conjunta dos Agrupamentos 98-São Pedro, 1123-São Luís e 1324-Sé, de Faro, com o Agrupamento 1330 de São Brás de Alportel.

Tendo grande parte da atividade centrada em Vila Real de Santo António e sendo o acantonamento nesta vila foi decidido que teria como herói o Marquês de Pombal.

O Lema escolhido para a atividade foi "Trilhar veredas no rumo certo".

Participaram na atividade 5 equipas do Agrupamento de São Pedro (Rainha Stª Isabel, D.Dinis, Luís de Camões, Manuel Lobisomem e João Garcia),  1 de São Luís (Bono Vox), uma da Sé (Brites de Almeida) e 1 de São Brás de Alportel (Salgueiro Maia).

 

A Atividade

O raid decorreu entre Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António, num percurso de cerca de 16 km em que os pioneiros foram até ao litoral (Manta Rota) e depois para o interior até Castro Marim.

Durante o percurso tiveram que utilizar as técnicas de orientação de “Linha Base”, Coordenadas UTM e Azimutes, construir um cavalete, interpretar cifras e fazer o nó "cabeça de turco" ao longo dos diferentes postos.

A equipa Brites de Almeida foi a primeira equipa a concluir o raid tendo sido aquela que cumpriu todas as tarefas com o menor tempo possível.

O acantonamento decorreu na sede dos Bombeiros de VRSA e antes do jantar houve um concurso de culinária que foi ganho pela equipa Salgueiro Maia de São Brás de Alportel.

À noite houve um Fogo de Conselho que decorreu dentro do pavilhão dos Bombeiros onde mais tarde se iria pernoitar.

No domingo, após a Eucaristia, houve um jogo de cidade e depois foi o almoço e a partida de regresso a casa.

 

Imaginário

 Um grupo de amigos residente em Faro descobriu um pergaminho que dizia:

Eu, Sebastião José de Carvalho e Melo, deixei no Algarve um legado à Humanidade. O terramoto deixou-me claro que seria necessário empreender construções que permitissem sobreviver a este fenómeno da terra.

O Algarve tinha sido a região mais devastada, pelo que achei que seria a região para proceder a este empreendimento. Mandei a equipa do Engenheiro Manuel da Maia conceber uma povoação com características antissísmicas semelhante àquilo que pretendia fazer na Baixa de Lisboa.

Partiram de Faro buscando terreno adequado à tarefa a que se propunham. Em Cacela desmontaram das montadas e foram procurando um local relativamente plano e com alguns metros de elevação relativamente ao nível médio das águas do mar, onde pudessem edificar as construções.

O local apropriado onde apenas tinham existido algumas cabanas de pescadores que havam sido destruídas pelo terramoto e tsunami que lhe sucedeu, ficava mesmo na fronteira com Espanha.

Ali junto à localidade onde se enviam os condenados ao degredo, cuja pena não seja tão grave que mereçam ir para África ou para o Brasil, construí a primeira povoação antissísmica de que há memória. No centro, ficou o agradecimento ao meu Rei, de onde radia, no chão, a marca de toda a glória que recebemos em vida.

Esse local é a referência de onde saem as ruas paralelas ou perpendiculares entre si alinhadas pelos pontos cardeais e é ponto de encontro para muitos visitantes, e onde muitos pensam será possível encontrar-se o meu tesouro. Nunca saberão a verdade.

Os amigos resolveram compreender completamente esta carta misteriosa.

Através de uma pesquisa na internet descobriram que Sebastião José de Carvalho e Melo era o nome próprio do homem que hoje todos conhecemos como Marquês de Pombal.

Sabiam que os engenheiros haviam encontrado o local partindo de Cacela e que se encontrava próximo de Espanha resolveram tentar reproduzir os seus passos e tentar descobrir um eventual tesouro. Mas antes disso tinham que descobrir o que significava a parte do texto que falava de “degredo”.

Descobriram na internet que o degredo ou exílio era uma pena que, desde os Descobrimentos e até ao início da Idade Contemporânea, era dada a crimes graves mas que não mereciam a pena de morte. A pessoa era obrigada a viver num local durante algum tempo, por vezes para toda a vida. Os locais usados para cumprir o degredo eram Castro Marim, para os crimes menos graves, África, para os crimes intermédios, e o Brasil, para os crimes mais graves.

Então o local teria que ser próximo de Castro Marim e na fronteira com Espanha.

Resolveram então investigar um pouco mais sobre o Marquês de Pombal, pois tinham a impressão que da primeira vez tinham lido qualquer coisa sobre a construção pombalina no sotavento algarvio.

Descobriram que as contribuições do Marquês de Pombal para uma sociedade mais esclarecida e com melhores condições de enfrentar as adversidades começaram a ser notórias com o terramoto de 1755. Embora já tivesse tido contribuições como estadista no projeto e construção do convento de Mafra, a sua ação viria a fazer a diferença com as Memórias Paroquais do Terramoto de 1755, que constituiram a primeira grande tentativa de cobertura dos efeitos e consequências de um sismo de que há registo.

Descobriram também que o Marquês de Pombal foi também o responsável pelo aparecimento de Vila Real de Santo António, que foi a primeira localidade totalmente antissismica do país e que no local onde hoje se ergue Vila Real de Santo António, existiam apenas algumas cabanas de pescadores, que haviam sido devastadas pelo tsunami do terramoto de 1 de novembro de 1755.

Descobriram ainda que nem tudo na vida do Marquês de Pombal tinha sido bom, pois foi implacável no Processo dos Távoras, uma intriga em que matara todos aqueles que poderiam eventualmente estar associados a uma tentativa de regicídio e foi também um dos principais responsáveis pela expulsão dos Jesuítas de Portugal e das suas colónias.

Apesar disso, é reconhecido que o Marquês Pombal foi de tal modo notório no nosso país durante o século XVIII que um dos locais mais carismáticos da cidade de Lisboa é a Praça Marquês de Pombal, tal como a praça mais conhecida de Vila Real de Santo António.

Sabendo agora onde procurar, os amigos prepararam o seu raid em busca do eventual tesouro e partiram então trilhando o caminho desde Cacela até Vila Real de Santo António. Equiparam-se de mapas, mantimentos e equipamento para cozinhas e para pernoitar fora de casa.

Viveram algumas peripécias pelo caminho pois foram encontrando algumas pistas e algumas mensagens enigmáticas. No entanto, acabaram por chegar a Vila Real de Santo António e seguindo o Marquês de Pombal, chegaram ao local onde havia homenageado o seu Rei D. José.

Quanto ao tesouro, terás que ser tu a descobrir...

Programa

14 de Janeiro

07h00 – Encontro geral em frente à CP de Faro

07h10 – Partida do comboio

10h30 – Raid

13h00 – Almoço volante

17h00 – Fim do Raid

17h30 – Visita a “Muxama”

18h00 – Preparação do fogo de conselho

19h00 – Preparação do jantar

20h00 – Jantar (concurso culinária, ingrediente obrigatório atum)

21h30 – Fogo de Conselho

00h00 – Silêncio

 

15 de Janeiro

07h30 – Alvorada - Higiene

08h15 – Pequeno-almoço

09h00 – Eucaristia

10h30 – Início do Jogo de Cidade

13h00 – Almoço

14h00 – Avaliação e Adeus

15h00 – Regresso